Henderson Pinto (MDB)

Candidato a deputado federal nas eleições deste ano fazendo parte da coligação que levou Helder Barbalho ao governo do Pará, Henderson Pinto (MDB) anunciou com orgulho o que ele chamou de feito histórico e inédito no Estado: a “posse tripla” que o próximo Chefe do Executivo paraense participará.

Segundo o vereador, em 01 de janeiro/2019, Barbalho será empossado, como de praxe, em Belém, durante a manhã, na Assembleia Legislativa do Pará; em seguida, em Marabá, no Sul do Estado, e no início da noite, em Santarém, onde obteve mais de 100 mil votos. “Para nós é um dia histórico porque, obviamente, a posse oficial é na capital do Estado. Mas essa posse simbólica na região significa a intenção de um governador de fato exercer um governo olhando por nossa região”.

O outro tema do emedebista foi o transporte escolar. De acordo com ele, a dificuldade que se enfrenta seria uma realidade não somente em Santarém, mas em toda a região Norte quanto ao serviço. O parlamentar destacou que uma das bandeiras de campanha dele teria sido uma maior aplicação de recursos para melhorar a área na região, sob o argumento de que se pudesse levar em consideração o chamado “custo Amazônia”.

Henderson tratou da realidade do município, expondo dados que teria recebido da Secretaria Municipal de Educação, os quais apontariam para um gasto mensal de R$ 850 mil. “Santarém recebe o valor, porém gasta muito mais com transporte escolar”, enfatizou o vereador, que detalhou ainda ocorrer a situação de haver rota com a qual se gaste 20 vezes mais que o estipulado devido às intercorrências comuns em uma região cheia de peculiaridades.

Ele inseriu ainda no discurso, relacionando ao tal “custo Amazônia”, a questão do alto valor pago pelos paraenses pelo serviço de energia elétrica. Segundo ele, o argumento apresentado é de que pelo fato de a população amazônica ser menor em um território grande, os custos de distribuição seriam maiores. No entanto, o vereador entende que “se o sistema é integrado e o Pará tem que dividir o custo com o país por ser produtor”, seria justo que pagasse menos pelo serviço.