Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (2), o vereador Malaquias Mottin (PL) utilizou a tribuna da Câmara Municipal para relatar visitas recentes a unidades escolares da rede pública e fazer cobranças por melhorias estruturais e de gestão educacional no município.
Mottin iniciou sua fala destacando a situação da Escola João XXIII, localizada na comunidade do Cipoal. Segundo o parlamentar, a unidade funciona atualmente em um prédio compartilhado pelas redes municipal e estadual, o que, em sua avaliação, compromete o funcionamento adequado da instituição. Ele informou que o prédio deverá passar por obras de reforma e ampliação, mas que o processo ainda se encontra em fase de licitação, sem previsão concreta para o início das intervenções.
O vereador também criticou a ausência de uma escola estadual exclusiva para atender os alunos da região e anunciou que buscará uma reunião com o prefeito José María para discutir a demanda. “É preciso garantir condições adequadas para o ensino. Dividir espaço e recursos entre duas redes é um paliativo, não uma solução definitiva”, afirmou.
Durante o pronunciamento, Malaquias Mottin também relatou visita à Escola Ubaldo Corrêa, onde apontou problemas relacionados à segurança no entorno da unidade. De acordo com o vereador, a direção da escola tem relatado a presença de terrenos baldios próximos, sem cercamento ou manutenção, que têm servido como ponto para atividades ilícitas, como uso de drogas e furtos. Ele cobrou ações mais firmes do poder público e dos proprietários dos imóveis.
Como proposta, sugeriu a criação de um IPTU progressivo para terrenos abandonados na cidade, como forma de responsabilizar os donos que não cuidam adequadamente de suas propriedades. “Esses espaços acabam se transformando em depósitos de lixo, focos de criminalidade e transtornos à comunidade. É preciso agir com firmeza”, reforçou.
Ao final de sua fala, o vereador declarou-se contrário à legislação que permite a indicação política para o cargo de diretor de escolas municipais. Para ele, a escolha dos gestores deve ser democrática e envolver diretamente a comunidade escolar. “O direito de voto dos pais e da comunidade deve ser respeitado. A escola é espaço de aprendizagem, não de barganha política”, concluiu.
Por Edinei Silva – Assessor de Imprensa do vereador Malaquias Mottin