Na tribuna da sessão ordinária da Câmara Municipal de Santarém, nesta segunda-feira (02), o vereador Biga Kalahare (PT) destacou a urgência do enfrentamento à violência contra as mulheres e cobrou providências diante de denúncias de envenenamento de árvores centenárias em Alter do Chão.
Ao abrir o pronunciamento, o parlamentar ressaltou que março simboliza a luta das mulheres por respeito, igualdade e pelo fim da violência. Ele alertou para os números alarmantes do feminicídio no país. Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2025 foram registrados 1.470 casos de feminicídio, o maior número já contabilizado, com média de quatro mulheres assassinadas por dia.
Para o vereador, os dados não podem ser tratados apenas como estatística. Ele afirmou que cada número representa uma vida interrompida e famílias destruídas, e defendeu que o poder público precisa avaliar, de forma concreta, como está funcionando a rede de proteção às mulheres no município e se as vítimas estão sendo devidamente acolhidas ao formalizarem denúncias.
O parlamentar mencionou o lançamento do Pacto Brasil contra o Feminicídio pelo Governo Federal, classificando a iniciativa como um passo importante, mas ressaltando que a mudança também precisa ocorrer nos estados e municípios. Nesse contexto, anunciou a realização de uma audiência pública no próximo dia 12 de março, na Câmara Municipal de Santarém, para debater estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres na Região Metropolitana de Santarém. O encontro contará com a participação de coletivos de mulheres e de órgãos da rede de proteção de Santarém, Mojuí dos Campos e Belterra. O parlamentar convidou os demais vereadores a participarem do debate e reforçou que a pauta exige união e responsabilidade coletiva.
Crime ambiental em Alter do Chão
Durante o pronunciamento, o vereador também denunciou um possível crime ambiental na região de Alter do Chão. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram árvores centenárias envenenadas na área da Praia do Jacundá I.
De acordo com relatos de moradores, frequentadores da vila balneária teriam perfurado as árvores e injetado substâncias tóxicas nas raízes, prática que pode provocar a morte lenta das espécies e contaminar o solo. A situação gerou revolta na comunidade, que associa os ataques à crescente expansão imobiliária na região.
Diante da gravidade dos fatos, o petista informou que está encaminhando indicação à Secretaria Municipal de Meio Ambiente para que o órgão esclareça se houve apuração do caso, quais providências foram adotadas e quais medidas serão implementadas para evitar a repetição de crimes dessa natureza.
Por Daína Aben-Athar- Assessora de Imprensa do vereador Biga Kalahare