Carlos Martins faz análise sobre situação da Covid no país

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“Eu penso que o caminho é somar esforços com todos, Governo Federal, governadores, prefeitos, para tentarmos chegar em um entendimento. Mas infelizmente a realidade é que a cada momento a culpa é jogada para um lado, o tempo vai passando, as mortes aumentando, a saúde entrando em colapso e a nossa população sentindo na pele tudo isso.”

Na sessão desta quarta-feira (10), o vereador Carlos Martins (PT) fez uma análise da situação da Covid-19 no país, lamentando as 700 mortes ocorridas em Santarém, assim como a ocupação de praticamente 90% dos leitos de UTI no Hospital Regional do Baixo Amazonas. “Esse quadro está se mantendo apesar do lockdown que houve em Santarém. A única estabilização que ocorreu foi com o número de leitos clínicos, que no boletim de terça-feira estava com 52% de ocupação, porém os leitos de UTI continuam com alta demanda até esta quarta-feira”, pondera.

O vereador também deu destaque à informação do HRBA de que muitos pacientes de Covid estão apresentando insuficiência renal. “Esta variante do vírus se manifesta com casos mais complicados, que podem necessitar de hemodiálise. E nós temos limites para a execução desse serviço. É necessário a conscientização da população, e maior fiscalização em relação às medidas restritivas para evitarmos que aumente o número de casos graves. Não queremos que, além de fila de espera para leitos de UTI, a nossa população também enfrente filas para o serviço de hemodiálise”, finalizou Carlos Martins.

O vereador ainda destacou sobre a região metropolitana de Belém, que atualmente é a região do estado mais afetada pela doença. Ele relembrou as medidas restritivas adotadas pelo governador e falou sobre a falta de conscientização da população que continua quebrando as medidas restritivas.

“Aqui em Santarém, por exemplo, infelizmente ainda vemos muitas pessoas aglomerando em bares e em festas, geralmente clandestinas e na orla da cidade, muitas vezes, sem a utilização das máscaras. O objetivo agora é a proibição de circulação das pessoas nas ruas a partir das 21h”.

O parlamentar complementou: “e outra preocupação em Belém, que também temos que adotar aqui, é a aglomeração no transporte coletivo que não está tendo fiscalização adequada”

Carlos Martins ainda frisou que a pandemia está acelerando no país inteiro, em todos os estados, do sul, centro oeste e nordeste. De acordo com o petista, houve um momento em que acontecia aperto em uma região e era feita transferência de pacientes para outras regiões. “Hoje isso não é mais possível porque todas as regiões estão passando por situações delicadas, e o que nós percebemos em relação ao Governo Federal é que não houve logo no início uma preocupação de chamar os governadores, prefeitos e conversar, fazer um plano nacional de enfrentamento da pandemia”, lamentou o vereador, acrescentando que têm sido vistas ações isoladas, governadores de um lado e prefeitos de outro. “Agora, o que vemos é um consórcio de prefeitos desesperados para realizar a compra de vacinas porque não tivemos, desde o início, um plano de enfrentamento nacional”, salienta.

O vereador lembrou ainda sobre o auxílio emergencial. “Agora que conseguiram aprovar o primeiro turno da PEC emergencial, tentando, desesperadamente, estabelecer condições para que o auxílio emergencial volte por pelo menos três ou quatro parcelas para a população. O retorno do Renda Pará foi aprovado na Assembleia Legislativa, e cadê o benefício? As pessoas estão precisando, assim como o apoio aos micros e pequenos empresários que estão indo à falência por conta da pandemia, e o apoio aos setores mais prejudicados, como é o caso da classe cultural. É muito preocupante ver que essa renda não chegou pra ninguém até agora, nós estamos desde novembro na segunda onda da pandemia e ainda estamos discutindo sobre o assunto ao invés de apresentarmos soluções concretas”, complementa.

Carlos Martins finalizou lamentando a indefinição em muitos benefícios e ações para o combate à pandemia. “Eu penso que o caminho é somar esforços com todos, Governo Federal, governadores, prefeitos, para tentarmos chegar em um entendimento. Mas infelizmente a realidade é que a cada momento a culpa é jogada para um lado, o tempo vai passando, as mortes aumentando, a saúde entrando em colapso e a nossa população sentindo na pele tudo isso” finaliza.

Por Keliane Tomé – Assessora de Imprensa do vereador Dr. Carlos Martins

 

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