Dia Nacional da Educação Infantil: Confira os desafios e esperanças para a educação na primeira infância em tempos de Covid-19

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Nesta terça-feira, 25 de agosto, é celebrado o Dia Nacional da Educação Infantil. Esta data foi escolhida em homenagem à médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança que faleceu em 2010 em um terremoto no Haiti.  A Lei nº 12.602, foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 3 de abril de 2012, com o objetivo de promover discussões e reflexões sobre a importância da educação infantil como base de todo o processo educacional.

educação infantil é a primeira etapa da educação básica e consiste na educação de crianças de 0 a 6 anos. Seu objetivo é o desenvolvimento integral das crianças dessa faixa etária, estimulando através de atividades lúdicas, brincadeiras e jogos, aspectos físico, psicológico, intelectual e social.

As instituições de educação infantil complementam a ação da família e da comunidade neste processo de desenvolvimento da criança. A educação infantil sempre foi um lugar de constante transformação e renovação. As equipes escolares trabalham no desenvolvido de projetos que sejam eficazes para garantir os direitos de aprendizagem de todos os alunos. Existe uma busca incessante para promover o desenvolvimento do potencial das crianças.

Com o fechamento de escolas, aulas e trabalhos remotos e todo o processo de distanciamento social que a pandemia de Covid-19 causou, muita coisa foi mudou. Todos os setores tentam lidar com o impacto do novo vírus, mas a educação é o único que segue sendo uma grande incógnita. Até hoje, ainda não se tem noção de quando as aulas poderão voltar a acontecer de forma presencial e essa é apenas uma das dúvidas que pais, educadores e gestores públicos contabilizam.

Outra grande preocupação é referente ao impacto que essa “ausência” pode resultar no desenvolvimento futuro das crianças. Além da preocupação com o “conteúdo perdido”, existem outros fatores que podem ser considerados um problema sério.

O distanciamento social pode gerar dificuldades na primeira infância, que estão sujeitas a não serem percebidas ou serem ignoradas pelo núcleo familiar. De acordo com um estudo elaborado Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), sobre “Repercussões da Pandemia de Covid-19 no Desenvolvimento Infantil”, dependência excessiva dos pais, falta de atenção, falta de apetite, preocupação, agitação, problemas de sono e pesadelos, são alguns dos problemas apontados pela pesquisa.

Alguns destes problemas podem ter relação ao longo período que as crianças estão ficando em casa. Com isso, o estresse nos pequenos pode aumentar e resultar problemas mais sérios. De acordo com a projeção do Fundo de População das Nações Unidas, de abril de 2020, houve um acréscimo de 15 milhões de casos de violência doméstica contra mulheres, para cada três meses de pandemia. Os acontecimentos dentro de casa podem resultar no desconforto e desenvolvimento de estresse e até depressão nas crianças.

Ainda não se sabe quais os impactos futuros da Covid, mas aguardamos ansiosos pela conclusão desta fase e retomada de uma rotina “normal”. Neste cenário, nem tudo são notícias ruins. Existem relatos de famílias que estão redescobrindo prazeres e sensações de estar mais próximo. Também há relatos de pais conhecendo as dificuldades e potencialidades dos filhos neste período.

E essas “descobertas” não ficam restritas apenas aos filhos, as famílias estão percebendo o trabalho dos profissionais da educação. Estão conhecendo as dificuldades de ensinar e transmitir o conhecimento na hora de ajudar as crianças a desenvolverem as atividades.

Esperamos que na “era pós-Covid”, sejamos impactados com os resultados positivos deste período e que possam ser infinitamente maiores que os negativos. Celebramos o Dia Nacional da Educação infantil, reconhecendo o brilhante trabalho de toda a equipe pedagógica e torcendo para que tudo passe logo.

Fonte: Portal de Notícias Clic Camaquã

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