Durante a sessão ordinária desta segunda-feira, (20), na Câmara Municipal de Santarém, o vereador Biga
Kalahare (PT) utilizou a tribuna para relatar a visita realizada à Comunidade Igarapé Açú da Ponta Negra,
localizada em frente à cidade de Santarém, que vem enfrentando sérios problemas relacionados ao fenômeno das terras caídas. A comunidade é composta por cerca de 54 famílias e começou a perceber sinais de erosão e
instabilidade do solo a partir do ano de 2020.
O vereador ressaltou que diversas mudanças ambientais vêm preocupando os moradores, que solicitaram apoio
do seu gabinete. Durante a visita, o parlamentar esteve acompanhado do Grupo de Pesquisa da Amazônia,
formado por professores da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), criado a partir das discussões da
Pré-COP. O grupo irá colaborar com a produção de estudos sobre os impactos ambientais na região.
Diante da gravidade da situação, Biga informou que está encaminhando indicações ao Poder Executivo Municipal para a realização de estudos técnicos e ambientais, com o objetivo de identificar os riscos à população da comunidade e ao município de Santarém como um todo. Segundo ele, caso a comunidade venha a desaparecer, os efeitos podem atingir inclusive áreas urbanas da cidade, gerando consequências ambientais significativas.
Em sua fala, o petista também sugeriu a inclusão da Comunidade Igarapé-Açú na rota turística de Santarém,
considerando o potencial da região para o turismo comunitário, com a presença de restaurantes e chalés que
podem fomentar a economia local e garantir geração de renda para os moradores.
O vereador ainda destacou a necessidade urgente de transporte escolar para atender as crianças e adolescentes da comunidade, que atualmente precisam se deslocar diariamente até a cidade para estudar, uma vez que a localidade não conta com escola nem anexo da rede municipal de ensino.
Por fim, o parlamentar solicitou ao Executivo Municipal que intensifique a fiscalização em relação ao
atracamento de balsas na região. De acordo com relatos dos moradores, as embarcações, ao desatracarem, acabam puxando os cabos de amarração, causando danos a árvores centenárias presentes na comunidade, o que agrava ainda mais os impactos ambientais no local.
Por Daína Aben-Athar – Assessora de Imprensa do vereador Biga Kalahare