O corregedor Geral do Ministério Público do Pará, Manoel Santino, participou da sessão
da Câmara Municipal de Santarém nesta segunda-feira (27). Ele usou a tribuna para
explicar o objetivo de sua viagem à região e elogiou iniciativas do Poder Legislativo
santareno para a transparência das ações dos vereadores.
A princípio, Santino agradeceu ao presidente da Câmara Ronan Liberal Jr. (MDB) pelo
convite, e disse que não poderia vir ao município, cumprir seu papel como corregedor
do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) sem visitar ao parlamento municipal.
E explicou que está realizando a correição dos 15 cargos de promotores do Ministério
Público sediados em Santarém. Nesse sentido, disse que vai reunir com lideranças de
Santarém, Belterra e Mojuí dos Campos para ouvir o que querem do órgão. “A função
de corregedor não significa vir a Santarém apenas fiscalizar o trabalho de promotores e
promotoras, mas significa também um olhar para a população”, enfatizou o corregedor
geral, citando diversas entidades e representatividades sociais como colônia de
pescadores, igrejas, autistas, juventude, setor cultural, LGBTQIA+, movimento negro,
quilombolas. O promotor informou, inclusive, que, na próxima quinta-feira (30/9),
receberá o líder do povo Borari. “Gostaria de dizer da alegria do Ministério Público e
do procurador geral do Estado César Mata, que está imbuído de uma grande atividade à
frente do MP, que tenha esse contato com a comunidade”, destacou o corregedor.
O chefe da Corregedoria do MPPA também enalteceu o trabalho da Câmara de
Santarém. Incluiu que acompanha, vez ou outra, as sessões da Casa pela transmissão
por um aplicativo, ao que parabenizou o parlamento municipal de Santarém por ser
vanguarda nesse tipo de comunicação no Estado.
Manoel Santino falou ainda da importância da parceria do Ministério Público com o
Legislativo, no sentido de ouvir as demandas populares, e ressaltou que a Casa de Leis
é lugar de divergências, mas também de harmonia entre os vereadores.
O corregedor geral compartilhou sua visão de que o MP precisa estar in loco para
averiguar as demandas, e que há questões que precisam ser discutidas junto aos
vereadores. Deu como exemplo a problemática da “doença da urina preta”, sobre a qual
Santino disse que já reuniu com promotores para que deem a atenção devida, sobretudo,
acerca do ponto que trata do armazenamento do pescado e da própria questão
econômica, que afeta pescadores e comerciantes do setor pesqueiro. “É uma questão
urgente”, enfatizou.
O promotor concluiu reforçando que o órgão “quer ser parceiro”. Ele fez um trocadilho
com a expressão popular “entre tapas e beijos” para dizer que o MP causa alegrias e
tristezas por suas ações a depender sobre quem elas agem, por meio do que a Justiça
decide. “A gente conhece o Ministério Público pelo amor e pela dor das decisões
judiciais”, concluiu.
Por Jefferson Santos – jornalista da Ascom/Câmara