Na sexta-feira (14), a Câmara Municipal de Santarém realizou uma reunião pública no plenário Vereador Antonio Pereira, o Plenarinho, para tratar de políticas públicas voltadas aos alunos do ensino regular que apresentam Transtorno do Espectro Autista e Transtorno de Déficit de Atenção.
Na ocasião, estiveram presentes parlamentares da Casa e membros de órgãos e entidades comprometidos com a causa. Susane Passos, presidente da Associação TEA’S do Tapajós, falou sobre as principais demandas apresentadas na reunião, a fim de colaborar com o melhor desenvolvimento e relação entre alunos e escolas da região.
“Nós pedimos a contratação de profissionais, especialmente neuropediatras e psiquiatras, para aumentar os atendimentos e diagnósticos. Além disso, também apresentamos demandas na área da educação, em que solicitamos treinamentos e capacitações para todo o corpo técnico das escolas, principalmente do ensino regular, porque precisam saber sintomas de uma criança atípica para lidar com elas”, destacou a presidente, que é mãe de aluno com autismo grau leve, e que descreveu as dificuldades que a criança ainda enfrenta nas escolas da cidade e os desafios que ela ainda enfrenta enquanto responsável.
O vereador Professor Josafá Gonçalves (PL), membro da Comissão de Educação da Câmara, destacou a importância de realizarem encontros como o que ocorreu no Plenarinho. “Os nossos alunos precisam ter os seus direitos garantidos, baseados em lei. É importante que existam leis e que elas virem realidade no cotidiano das escolas para que se tornem, de fato, um direito dos estudantes”, entatizou o vereador.
Para o presidente da Câmara Municipal de Santarém Ronan Liberal Jr. (MDB), o poder Legislativo tem a função de intermediar essas demandas junto a prefeitura, para possibilitar a oferta de serviços e políticas públicas que venham atender as crianças e adolescentes. “Hoje o intuito é receber entidades de saúde, educação e assistência social, as mães para ouvi-los e, de maneira conjunta, deliberar pautas, fazer cobranças necessárias para que elas sintam que essa política seja realmente abraçada, promovendo a inclusão a quem realmente necessita”, destacou Ronan.





