Durante sessão, Carlos Martins volta a alertar sobre a situação da UPA 24h

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Na sessão de segunda-feira (29), o vereador Carlos Martins (PT) destacou sobre a inspeção feita pelo Ministério Público na UPA 24h e no HMS.

“A nossa atenção maior foi em relação à UPA 24h, pois ela é a referência nos atendimentos de Covid em Santarém, a porta de entrada para os casos de média complexidade. Desde 15 de janeiro quando a UPA se tornou uma unidade exclusiva de atendimento de Covid ela ficou ainda mais importante para Santarém. No relatório entregue à comissão de saúde da Câmara de Santarém, alguns pontos me levantaram preocupações e alertas importantes, como a questão do contato com as famílias de quem está internado. Com apenas uma psicóloga e uma assistente social para tentar fazer esse contato, o serviço se tornava praticamente inexistente”, explicou o vereador.

Carlos Martins ainda observou outro ponto preocupante do relatório, “No relatório foi apontado a falta de testes para Covid, como isso é possível? Em uma unidade especializada para atendimento de Covid não ter teste para confirmação da doença nos pacientes? Antes se dizia que o resultado demorava para ser entregue em até uma semana, agora foi detectado que não há testes disponíveis, sendo orientado ao paciente que buscasse esse serviço de forma particular. Se quisesse a transferência ele precisava fazer um teste particular”, complementou.

O parlamentar ainda citou a situação da sala vermelha apontada no relatório. O próprio vereador já havia alertado sobre o assunto, em sessões anteriores.

“A falta de ventiladores, oxímetros, falta de fisioterapeutas, que tem grande importância no processo de recuperação dos pacientes, além da falta de medicamentos para intubação. No relatório do MP foi solicitado a contratação de mais profissionais de fisioterapia, enfermagem e técnicos de enfermagem, além da expansão de leitos, mais equipamentos e mais insumos. E o mais importante é que foi solicitada uma auditoria no contrato de gestão da OS, para ver realmente como estão sendo executados os serviços”, afirma.

“Eu entendo que o município tem grande responsabilidade nessa questão, quando decidiu pela terceirização da gestão. A entrega para o terceiro setor de um serviço tão importante como a saúde é um assunto a ser avaliado profundamente. Afinal as duas OS que tivemos aqui estão deixando muito a desejar, porque o discurso da gestão eficiente e de qualidade não está acontecendo na prática”, finalizou Carlos Martins.

Por Keliane Tomé – Assessora de Imprensa do vereador Dr. Carlos Martins

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