Plenário voltou a fazer também “Um minuto de silêncio” pelas vítimas do novo coronavírus, no município. O presidente Emir Aguiar (DEM) atualizou os números, que, nesta segunda-feira (20/07), revelaram 305 mortes pela Covid-19 em Santarém.
Durante a sessão desta segunda-feira (20), vários parlamentares protocolaram uma moção de pesar pelo falecimento do ex-vereador e professor Raimundo Navarro, pai de Dayan Serique (PL). Seu Navarro, como era conhecido morreu na noite de quarta-feira (14), ele estava internado no Hospital de Campanha.
Respeitado e admirado por todos, a morte do professor Navarro deixa uma lacuna muito grande na política e educação santarena. Todos os vereadores da Câmara Municipal lamentaram bastante a partida do ex-colega e todos subscreveram o documento.
Dayan Serique aproveitou a ocasião para corrigir algumas informações contidas no documento e se pronunciou a respeito de seu pai. Primeiramente, o parlamentou agradeceu a todos pelas palavras de conforto para com ele sua família.
“O professor Navarro foi vereador pela primeira vez em 1982, na 10ª legislatura dessa casa, seu mandato foi de seis anos, na 12ª foi vereador eleito e na 13ª ele assumiu como suplente, foi presidente Câmara, Secretario Municipal de Educação, além de ter passado três vezes pelo poder legislativo”, observou.
Dayan continuou seu pronunciamento se referindo ao “Dia do Amigo”, comemorado nesta data de 20 de julho, e lembrou que essa era uma das marcas registradas de seu pai. “Meu pai sempre tinha uma palavra amiga, sempre foi muito amigo e isso ficou marcado em mim. Ele tinha muitos amigos, ele era um grande amigo e as pessoas o tinham assim. Papai foi líder de governo na época do prefeito Ruy Corrêa e essa qualidade foi várias vezes ressaltada pelo ex-prefeito”, declarou Serique.
O parlamentar disse ainda que, em vida, devemos fazer e cultivar amigos, amizades sinceras e verdadeiras, e relembrou um episódio de infância que foi crucial para a formação de seu caráter. “Eu costumava ir às sessões com o meu pai e lembro de um embate caloroso no plenário entre Seu Navarro e o vereador Godofredo Portela, eu fiquei assustado e preocupado; os ânimos estavam aflorados e por um instante achei que os dois iriam as vias de fato, o que graças a Deus não aconteceu. A sessão acabou, papai pegou seu fusquinha e dirigiu até um restaurante chamado Caravelas, que ficava ali na Avenida Tapajós, cinco minutos depois chega o Godofredo e eles se se abraçam, conversam e dão risadas num clima amistoso”, conta.
Após o episódio, Dayan diz que entendeu que os discursos e as falas defendidas em uma tribuna estão no campo das ideias, das convicções, e não podem de forma alguma interferir no respeito entre as pessoas. “Jamais devemos levar para a vida pessoal as discussões e debates que temos aqui”, reflete.