Na sessão desta terça-feira (24), o vereador Alaércio Cardoso (PSD) utilizou a tribuna para fazer uma análise do trabalho realizado neste primeiro semestre legislativo. Segundo ele, este é um momento oportuno para prestar contas à população, uma vez que a Câmara Municipal entra em recesso parlamentar e as sessões serão retomadas em agosto.
Alaércio destacou que o mandato tem sido pautado por muito trabalho, com a apresentação de diversos projetos de lei, requerimentos e indicações que visam melhorias para Santarém. “Fazemos um mandato participativo, que representa as demandas da população de várias regiões da nossa cidade. Nosso partido, o PSD, fez um planejamento ousado, e hoje temos uma bancada consolidada com três vereadores, fruto da confiança dos santarenos”, afirmou.
O vereador, que atualmente exerce a liderança do PSD na Casa, também fez questão de reforçar os temas que têm sido pauta constante em seu mandato, como regularização fundiária, turismo, cultura, gastronomia, infraestrutura, saúde e educação.
Porém, um dos pontos de maior destaque em sua fala foi o manifesto de profunda insatisfação com a ausência de Santarém na programação oficial da COP 30, que será realizada em novembro, no estado do Pará. Alaércio relembrou que, desde sua atuação como secretário de Turismo, participou ativamente de discussões em Belém, Brasília e São Paulo, construindo expectativas para que Santarém tivesse um papel ativo no evento climático de maior relevância mundial. “Criaram em nós uma expectativa gigantesca. O governo do Estado nos fez sonhar, o governo federal nos fez sonhar, os ministérios nos fizeram sonhar. E agora, faltando poucos meses para a COP 30, não há absolutamente nada destinado para Santarém. Nenhum evento, nenhuma palestra, nenhuma ação oficial. Uma cidade que recebe quase 50% dos turistas que vêm ao Pará, que tem uma biodiversidade riquíssima, com rios, florestas, áreas de reserva e um povo acolhedor, simplesmente foi deixada de fora”, lamentou.
O parlamentar ainda revelou que, até o momento, o único evento previsto no município será uma corrida de bikes, promovida por uma organização não-governamental, sem qualquer ligação direta com a programação oficial da COP.
Por fim, Alaércio reforçou que este cenário não se deve à falta de empenho da gestão municipal, nem das secretarias, que tentaram inserir Santarém no contexto da COP. “Infelizmente, foi uma decisão centralizada do governo do Estado. Lamentamos profundamente, porque Santarém tinha totais condições de contribuir com discussões sobre clima, meio ambiente e desenvolvimento sustentável”, concluiu.
Por ASCOM vereador Alaércio Cardoso