O vereador enfermeiro Murilo Tolentino reuniu com as mães da Associação de Pais de Pessoas com Necessidades Especiais do Tapajós. Na oportunidade elas repassaram demandas de atendimento a esse público. O vereador foi convidado para representar o grupo por causa da trajetória assistencialista e da determinação dele em buscar soluções para causas que afligem a população santarena, em especial na saúde.
A Associação de Pais de Pessoas com Necessidades Especiais do Tapajós que existe desde 2014 com o objetivo de defender os direitos sociais e oferecer a esperança de melhor qualidade de vida às pessoas com deficiência no município.
Entre os pedidos das mães, está a falta de estrutura e de pessoas qualificadas, sobre tratamentos adequados para cada especificidade. Na área da saúde até quem tem plano de saúde encontra dificuldade para autorização para realizar terapia, exames, ou consultas. O mesmo acontece no atendimento do SUS, as mães que precisam marcar tratamento aguardam meses por uma resposta. “Somos mães de crianças especiais, com diferentes deficiências, temos que ser tratados como merecemos”, pediu uma das mães.
Outro pedido foi sobre a estrutura do prédio. “A PPNET passa por muitas dificuldades, nós buscamos ajuda do vereador Murilo porque como ele é da área da saúde ele tem muita sensibilidade. Hoje nós precisamos de ajuda para regularizar o imóvel da cavalaria que foi doado pela prefeitura para que a gente possa buscar recursos oficiais para construir o picadeiro e mais profissionais qualificados para o projeto de equoterapia”, pediu outra mãe.
Em relação à educação, em Santarém, as mães relataram que as escolas estão bem avançadas para oferecer o serviço às crianças. “Os profissionais se esforçam para cumprir a lei, mas ainda há muito a ser feito”, disse Liana Mendonça.
“Eu sou muito grato por hoje poder ser uma voz ouvida em favor desta causa que sempre me comoveu como profissional da saúde. Depois de conviver de perto e ouvir todos os relatos das mães eu preciso dizer: ‘O poder público e até mesmo muitas empresas privadas precisam se qualificar para lidar com as diferenças e diferentes deficiências, existem leis de inclusão, mas muita coisa está só no papel, há muito o que fazer’. As crianças e as mães dessas crianças precisam de respostas agora! Essas crianças especiais têm o direito de viver em sociedade com qualidade e eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para fazer esses direitos se tornarem reais”, enfatizou Murilo.