Na Sessão Ordinária desta terça-feira (03), o vereador Renilson Vinte (PSD) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Santarém para se posicionar sobre dois temas de grande relevância para o município: a polêmica envolvendo o Rio Tapajós e a situação crítica do lixo no Mercadão 2000.
Ao iniciar sua fala, o parlamentar manifestou apoio às mobilizações dos povos indígenas contra o projeto de dragagem do Rio Tapajós. Renilson parabenizou a iniciativa, destacando que, embora se trate de uma minoria, é uma minoria forte e consciente, que decidiu tomar a frente diante dos riscos ambientais.
“O que está sendo proposto não trará benefícios, mas prejuízos. Dependendo da forma como essa dragagem for feita, até o Porto pode ser desativado. Quero deixar claro meu apoio aos indígenas nessa luta”, afirmou.
O vereador alertou ainda que, apesar das dificuldades em reverter decisões impostas pelo Governo Federal, a união da população de Santarém pode fortalecer o movimento. Para ele, permitir apenas a passagem de pequenas embarcações é diferente de transformar o Tapajós em rota de grandes navios.
“Se isso acontecer, o Rio Tapajós pode se tornar uma ‘Vera Paz’, que hoje é só lama e capim. Fala-se muito em progresso e turismo, mas vender o rio dessa forma é caos, não só para Santarém, mas para o Brasil, Alter do Chão é o Caribe brasileiro, e estamos falando de uma fonte imensa de água potável que pode ser comprometida”, ressaltou.
Na sequência, Renilson Vinte chamou atenção para um problema que, segundo ele, já se arrasta há meses ou até ano no Mercadão 2000: o mau cheiro e a poluição causados pelas caixas de lixo instaladas na Avenida Tapajós.
“O problema afeta comerciantes, trabalhadores, quem passa pelo local e até turistas. Hoje mesmo, antes de vir para a Sessão, havia mais de 50 urubus no local, a poucos metros de restaurantes. O odor, na maior parte do tempo, é insuportável. Isso é uma questão de saúde pública”, denunciou.
O vereador relatou ainda a fala de um cidadão que comprou uma marmita no local e precisou descartá-la devido ao forte cheiro de podridão. Segundo ele, os resíduos, inclusive restos de alimentos crus, são descartados sem o devido controle.
Renilson defendeu que os comerciantes não podem ser responsabilizados, pois precisam descartar o lixo, e cobrou uma atuação efetiva do Poder Público Municipal.
“É um ponto turístico da cidade e precisa ser tratado com seriedade. Vamos apresentar uma indicação e cobrar do Executivo um projeto, um estudo, dialogando com a administração do Mercadão 2000. Não dá para apenas amenizar, é preciso resolver”, afirmou.
Entre as sugestões apresentadas estão a instalação de caixas de lixo com proteção contra animais, controle de horários para descarte e fiscalização constante, garantindo melhores condições sanitárias e preservando a imagem do local.
Por Zilane Lima – Assessora de Impressa do vereador Renilson Vinte